Voltei! E ele chegou!

Oi Gente!

Voltei!

Augusto nasceu e eu não sei nem por onde começar a contar sobre meus últimos três meses. Acho que é digno começar com um pedido de desculpas. Foi mal gente!!

Agora às atualizações! Como é de se esperar, depois de meses de silêncio, eu tenho um monte de coisas para contar, mas vamos ter que ir por partes. Comecemos com o parto.

Augusto nasceu no dia 03 de outubro, às 19 horas, depois de 22 (isso, VINTE E DUAS) horas de parto e um alarme falso.

Primeiro, ainda na sexta feira dia 30/09, bem cedinho, quase de madrugada, eu levantei para fazer xixi e senti que tinha perdido algum líquido. Não foi aquele monte de água escoando mas escorreu um pouco e depois ainda ficou pingando. Chamei Bruno e minha mãe (que estava aqui em Portugal conosco), pegamos as malas e lá fomos nós para a maternidade. Não estava sentindo dores mas estava V-I-V-E-N-D-O DE M-E-D-O! Empolgada, claro, mas o sentimento preponderante era de medo mesmo, que eu não vou mentir.

Chegando lá, depois de uma série de exames, me falaram que era alarme falso e me mandaram de volta para casa. O líquido era uma mistura da perda do tampão, com alguma secreção e possivelmente até xixi. Gente, eu me senti no próprio walk of shame. Eu sei que isso não faz sentido algum, que não é motivo para vergonha e que, como explicou a médica que me atendeu, eu fiz muito bem em ter ido porque é sempre melhor ser examinada do que remoer dúvidas em casa e acabar dando espaço para que algo dê errado. Mas mesmo assim, sair da maternidade com aquele barrigão e as malas, sem meu filho, não foi a melhor das experiências.

Voltei para casa ainda na sexta pronta para esperar o fim de semana passar. Nesta altura eu já estava no final da 40ª semana de gravidez e tinha uma indução marcada para a segunda dia 03. Ou seja, eu sabia que de um jeito ou de outro, passado aquele fim de semana meu filho chegaria.

Só que não deu para esperar até segunda. Dei entrada na maternidade pela segunda vez às 20 horas do domingo dia 02/10, com 1 cm de dilatação, com contrações bem fortes e regulares e, apesar das dores, ainda achei espaço para um medinho de que fosse outro alarme falso. E não foi! Fui admitida e passei na noite lá com Bruno, monitorando minhas contrações e dilatação. Amanheceu o dia e, às 8 da manhã do dia 03, eu só tinha progredido mais um centímetro, ou seja, estava com 2 cm de dilatação e dores que já não suportava mais. Pedi uma epidural.

O duro foi que, na noite anterior, quando entrei na maternidade, as enfermeiras que me receberam comentaram que a intensidade das minhas contrações eram muito fortes para o meu grau de dilatação. Não que isso suscitasse algum problema, foi mais tipo uma curiosidade apontada. Aí, na manhã do dia 03, quando eu pedi a epidural, o enfermeiro que me avaliou falou com um arzinho de deboche que a maioria das mulheres aguentam até mais de 2 cm antes de pedir a anestesia, mas que ele não estava ali para julgar ninguém. EU FIQUEI ARRASADA! Estava me achando tão forte por ter suportado aquelas 12 horas…

Mas a dor era tanta que a provocação dele não surtiu efeito. Estava cansada, com dor, morrendo de fome (descabelada e amarrotada) e insisti em que me dessem a epidural. Com a medicação consegui ficar tranquila até mais ou menos as 14 horas (ainda do dia 03), quando, durante um dos exames de toque, a minha bolsa estourou! E quanta água eu ainda tinha (graças à natação me disseram).

Continuei esperando e as contrações progrediram tanto que mesmo com a epidural eu as estava sentindo. Não doía, mas podia senti-las! Embora as contrações estivessem mais fortes e frequentes, eu continuei sem progressão na dilatação. A equipe médica resolveu então me dar hormônios indutores do parto (não lembro o que exatamente). E a espera continuou. Queria muito ter tido um parto normal, por isso Bruno e eu decidimos sustentar o quanto pudemos.

Só que as horas foram passando e eu não dilatei o suficiente. Mesmo com a ajuda dos medicamentos para induzir, não consegui ultrapassar 5 centímetros de dilatação. Nem a Yoga, caminhada e natação durante a gestação ajudaram, Augusto simplesmente não conseguiu ter passagem.

As coisas complicaram um pouquinho quando eu comecei a desenvolver febre, em razão da qual, por volta das 18 horas (e um quebradinho) o médico veio falar conosco e recomendar um cesariana. É claro que depois de tantas horas foi um pouco difícil ceder, mas o fato é que se a equipe médica recomendou a cirurgia eu acredito que foi porque julgaram ser mais seguro e prudente, então lá fomos nós. Aliás, lá fui eu, morrendo de medo e sozinha, chorando rios e lagoas! Não deixaram Bruno entrar na sala de cirurgia, o que foi uma tremenda decepção. Tínhamos nos informado antes junto à equipe da maternidade para saber se ele poderia entrar e a resposta afirmativa foi unânime. Aí, na hora H, o médico não quis que ele entrasse, julgou ser uma cesariana de emergência e eu tive que encarar isso só!

Mas tudo valeu a pena. Às 19 horas do dia 03/10/2016 nasceu meu pequeno, com 50 cm e 4.04kg (grande para os meus meros 1,62cm). E desde então cada minuto tem sido uma aventura.

Nos posts seguintes vou contar como têm sido estes primeiros meses e, se Deus quiser, continuarei com gás de dividir um pouco do nosso dia a dia e da vida de mãe.

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