Chegando em Casa

Chegar em casa com o pequeno me propiciou uma rápida sensação de alívio. Entrei em casa e encontrei flores lindas que o Bruno espalhou pela casa e um monte de fotos, já da maternidade, que minha mãe imprimiu e emoldurou.
Estar no nosso cantinho de novo me deu uma sensação de segurança e aconchego. Tínhamos preparado o quarto dele com tanto carinho, ajeitado as coisas em casa para recebe-lo com toda atenção que nos era possível e naquele momento pareceu que tudo se concretizou.
Mas a velocidade com a qual a sensação de alívio veio, ela foi.
Virei uma pilha de nervos porque me sentia insegura com tudo que envolvesse Augusto. Em casa já não tinha a facilidade de tirar dúvidas com os médicos e as enfermeiras. Já não podia contar com a visita regular e diária dos profissionais de saúde me assegurando que tudo estava bem com o meu filho.
De repente eu simplesmente não sabia se a temperatura ambiente estava ideal para ele ou se ele tinha comido o suficiente. Augusto era muito calado quando recém-nascido, não chorava para nada e isso me causava impressão porque eu achava que não teria como saber se algo o estivesse incomodando.
Resultando, em grande parte, deste medo, Bruno e eu decidimos que ele dormiria com a gente na cama. A ideia era me permitir dormir um pouco mais já que, para além da facilidade de tê-lo perto na hora das muitas mamadas, pensamos que eu ficaria mais tranquila sabendo que ele estava ali do lado. Ledo engano. Nem assim eu conseguia dormir porque morria de medo de que batêssemos nele nos mexendo a noite. Resultado: noites acordadas segurando o pequenino no colo.
Para completar, na nossa primeira consulta com o pediatra fomos orientados a NÃO dormir com ele no colo por risco de sufocamento. Aí pronto, a pessoa aqui pirou de vez.
Só voltei a dormir (vá lá que por períodos de 2 horas no máximo, mas é melhor do que nada) quando colocamos uma cama de solteiro (tínhamos uma extra em casa, ocupando espaço precioso) colada na nossa cama para dar mais espaço entre a gente e Augusto. A partir daí minhas noites melhoraram incrivelmente.
Com o tempo e muita ajuda de Bruno, eu fui ganhando mais confiança e me sentindo mais a vontade no papel de mãe. O medo cedeu um pouco, mas condesso que as vezes ainda tenho surtos onde minha mente consegue imaginar a situação mais trágica, embora altamente improvável.
E para encerrar por hoje, uma confissão: ainda não acho que sei dar banho em Augusto. Claro que já o fiz algumas vezes, mas ainda morro de medo de soltá-lo na banheira. Essa foi uma atribuição que migrou naturalmente para a competência do pai! Espero criar coragem para enfrentar mais essa antes de Augusto aprender a sentar sozinho! 😉

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